terça-feira, 24 de julho de 2012

POSSE DA AMECON

Diretoria eleita da AMECON ( Associação Metropolitana dos Conselhos Comunitários de segurança da Grande Florianópolis). Gestão 2012/2014. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Promotor do MP traça perfil de caixeiros em Santa Catarina

Promotor do MP traça perfil de caixeiros em Santa Catarina

É nas cadeias que os antigos e futuros arrombadores trocam informações sobre os ataques

 
 

Após a retomada do serviço do transporte de valores, pelo menos dois casos de ataques contra caixas eletrônicos foram registrados em Santa Catarina. Um foi uma tentativa frustrada pelo Gaeco na manhã de quinta-feira. Hoje os ladrões tiveram sucesso em arrombamento no Centro da Capital.

Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Crimimais (Gaeco) do Ministério Público de SC, promotor Alexandre Graziotin, traçou um perfil do criminoso que vem agindo no Estado.

De acordo com o Graziotin, é nas cadeias que os antigos e futuros caixeiros trocam informações. São dicas de caixas onde a segurança é fraca, terminais mais fáceis de se arrombar, comparsas na rua a procura de parceria, quantidade de dinheiro existente em determinadas cidades e bairros, número de policiais na região do próximo alvo, entre outras informações que Graziotin preferiu manter sob sigilo.

Quando estão prestes a atacar e usar o conhecimento que adquiriram nas prisões, os caixeiros ainda fazem um levantamento da área.

_É uma análise minuciosa do local. Eles vêem se tem segurança, se a rua costuma ter movimento no horário do crime. Às vezes, suspendem a ação se encontram riscos não previstos como gente passando em frente a agência_diz o coordenador do Gaeco, promotor Alexandre Graziotin.

De modo geral, o perfil do arrombador é homem, ex-detento ou foragido do sistema prisional, não trabalha, vive exclusivamente do crime, tem baixa escolaridade e mora em comunidades carentes.

São várias quadrilhas especializadas em arrombamento a caixa eletrônico no Estado, de acordo com o Gaeco e a Deic. Elas atuam principalmente em Florianópolis, segundo o relatório com indicadores criminais do segundo semestre de 2012 da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Epidemia segundo a SSP
Este tipo de crime em SC "assumiu ares de epidemia a partir do segundo semestre de 2011", como consta no relatório da SSP. Foram 40 no primeiro semestre de 2011 e 89 casos no mesmo período de 2012, entre tentativas e arrombamentos consumados com maçaricos.

_O lucro é fácil e o risco é menor_explica o promotor Graziotin.

Segundo o coordenador do Gaeco, se cinco pessoas conseguirem arrombar um caixa com R$ 100 mil, dá R$ 20 mil para cada, o que significa quase três anos de trabalho ganhando salário mínimo. E muitas vezes um caixa é abastecido com R$ 300 mil.

Tem gente que só vive disso. É o caso da quadrilha presa pelo Gaeco na quinta-feira. Alguns integrantes deixaram o grupo, mas a base é a mesma. Há dois anos, o líder Leandro Boca Santa foi processado por arrombar um caixa do Banco do Brasil, em Santo Amaro da Imperatriz.

Boca Santa ainda não foi julgado e responde processo em liberdade provisória. O segundo preso pelo Gaeco também já tinha praticado crime contra o patrimônio e estava em livramento condicional depois de cumprir parte da pena em regime fechado. O terceiro não tem passagem pela polícia. Era sua estreia na detenção.

Como foi a prisão da quadrilha de Boca Santa pelo Gaeco
O frio de nove graus em Florianópolis, na manhã de quinta-feira, não desanimou uma das principais quadrilhas especializadas em arrombar caixas eletrônicos. A neblina até facilitou a ação dos caixeiros que chegaram na agência do banco Santander, em Coqueiros, quando ainda era noite, por volta das 6h, horário em que os terminais são automaticamente reabertos.

Contentes com o fim da greve no transporte de valores, os três comparsas se preparavam para faturar em cerca de 20 minutos o que ganhariam em dois anos de trabalho com carteira assinada e salário mínimo.

Mal sabiam eles que policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Crimimais (Gaeco) do Ministério Público de SC, além de policiais civis e militares estavam monitorando cada movimento.

O Gaeco já tinha a informação de que o grupo agiria nesta semana e estava de campana na agência. As equipes viram quando o líder da quadrilha, Leandro Boca Santa acompanhado de um comparsa entrou com o maçarico no banco e um terceiro ficou do lado de fora para fazer a segurança da área em frente ao banco.

A agência é a mesma que sofreu tentativa de arrombamento no dia 6 de junho passado quando parte do local pegou fogo por causa da chama do maçarico.

Na tentativa de quinta, os criminosos chegaram a arrebentar o metal de um dos caixas eletrônicos e antes de retirar o dinheiro do terminal foram surpreendidos pelos policiais. Os três não tiveram tempo de reação e foram encaminhados para a carceragem da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade que vem investigando as ocorrências em SC.

O grupo será indiciado por furto qualificado tentado. As qualificadoras são: mediante arrombamento e concurso de pessoas (mais de uma pessoa). Ainda será avaliado se serão indiciados por formação de quadrilha. A pena mínima é dois anos menos um terço pela ação não ter sido consumada.

_Para este tipo de crime a pena é muito branda. É mais fácil para quem vive do crime furtar caixas do que roubar pessoas_observou o promotor Alexandre Graziotin.

Os três deverão ser transferidos para o Presídio da Capital nesta sexta-feira.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

SEGURANÇA PUBLICA



190

Sistema de informática da Polícia Militar completa um ano sem alcançar todo o Estado
Sade foi adquirido num pacote de ações que custou R$ 3,9 milhões

Diogo Vargas
Adquirido e inaugurado há um ano, num pacote de tecnologia de R$ 3,9 milhões, o Sistema de Atendimento e Despacho (Sade) de ocorrências da Polícia Militar ainda não alcançou o Estado todo e passará por correções.
A sua eficiência foi colocada em xeque pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc), empresa pública que cuida do sistema de informática, numa polêmica que nos bastidores também revela o racha com a Polícia Civil.
O Sade foi implantado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em julho de 2011. Está em operação hoje apenas na Capital, sendo que a previsão era de já estar funcionando em pelo menos mais sete cidades. Sozinho, teria custado R$ 500 mil, mas outras tecnologias que vieram junto elevaram a soma para cifras milionárias.
Os recursos foram dos governos federal e estadual. As licitações ocorreram de forma fatiada. A compra foi direta pela SSP e não passou pelo Ciasc. E é justamente o Ciasc que elaborou agora um parecer técnico colocando em dúvida a capacidade do Sade. O relatório está com o secretário da SSP, César Grubba.
O coordenador da central de emergências da SSP, tenente-coronel Vânio Luiz Dalmarco, afirma que ainda não leu o documento. Ele disse que houve problema com a empresa vencedora da licitação, que não teria cumprido todos os requisitos do edital e, por isso, será multada em R$ 200 mil.
De acordo com ele, uma nova licitação foi feita para a manutenção do sistema. Ele informou que uma nova versão do Sade corrigirá os problemas e enfim chegará ao resto do Estado. Dalmarco garantiu que o maior resultado do Sade é, que, atualmente, não se perdem mais ligações aos serviços de emergência como acontecia no passado.
- Hoje ele perde de 10% a 15% das ligações apenas em Florianópolis, coisa que no passado nós perdíamos até 80% das ligações. É uma situação confortável - destacou Dalmarco.
Das outras tecnologias no pacote, há notícia que apenas o rastreamento da frota de viaturas estaria em pleno funcionamento - 3,2 mil carros das polícias Civil e Militar são monitorados.
O DC apurou que em setores de inteligência da segurança circulam documentos internos questionando a situação do Sade. Num deles, as informações figuram em consultas feitas pela SSP com o Ciasc, a empresa pública do Estado que executa políticas de tecnologia.
Como sugestão de melhorias, o Ciasc sugeriu o desenvolvimento de um novo sistema, haja vista a situação crítica do Sade. O Ciasc teria entendido que a sua operacionalidade deveria ficar apenas em até 30% da capacidade permitida em Florianópolis para não se ter problemas.
Consultado a respeito, o vice-presidente de Tecnologia do Ciasc, Paulo Ricardo Corrêa Bonifácio, minimizou o assunto. Ele afirma que todo sistema passa por adaptação, requer novos moldes e que não poderia falar com propriedade sobre os atendimentos, pois entende ser atribuição do usuário final.
- O que posso dizer é que, inicialmente, o Sade enfrentou muita resistência por parte de alguns tipos de usuários porque em determinadas épocas apresentava ainda funcionalidade que não atendia a todas as necessidades - resume Paulo Ricardo.
No Samu, há dificuldades operacionais para pesquisar ocorrências e para obter estatísticas específicas exigidas pelo Ministério da Saúde. As correções estariam sendo providenciadas na segunda versão do Sade.
Os pontos polêmicos do parecer do Ciasc:
A codificação do sistema foi feita de modo pobre, com erros primários de codificação e de arquitetura, com um número extremamente elevado de acessos ao banco de dados.
A base de dados foi criada a partir de um gerador baseado nas classes de persistência e não está de modo algum otimizada, sendo que nem ao menos possui índices.
O sistema é utilizado a "duras penas" pela central de atendimento de Florianópolis, mal conseguindo suportar 20 usuários simultâneos sem ficar excessivamente lento ou travar.
De acordo com as reuniões com membros da PMSC, que conhecem bem o problema proposto, o Sade não soluciona nem 30% do necessário, e que foi passado a empresa o desenvolveu, necessitando alterações em quase todas as funcionalidades atuais.
A integração do sistema com o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) não foi implementada corretamente.
O sistema não possui histórico de alterações de atendimentos, solicitações, guarnições e demais informações do banco de dados, sendo impossível rastrear alterações realizadas.
O login do sistema não possui segurança alguma, visto que, como a integração com o Sisp está mal feita, é possível logar apenas com o número de usuário, sem senha.
Fonte: Ciasc
A polêmica com a Polícia Civil
O Sade é a ferramenta da Polícia Militar no Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). Nele, os PMs inserem os dados de ocorrências atendidas, além do cadastro que é feito das ligações aos números de emergência.
Ao implementá-lo, a segurança pública propagandeou o ganho da integração entre as polícias na troca de informações. Abriu-se então uma polêmica com a Polícia Civil. Até hoje há resistência entre delegados, que entendem que o Sade burocratizaria a atividade dos PMs, os quais poderiam estar inteiramente dedicados ao policiamento ostensivo.
Na prática, segundo as autoridades da SSP, o sistema não chega a gerar duplicidade de informações ou problemas de acesso a dados com os dos policiais civis. Há um ano, houve manifestações de que os passariam a registrar Boletim de Ocorrência (BO), o que foi negado pela SSP.
A reportagem apurou que um conselho dos órgãos da segurança criado para discutir esse tipo de situação não estaria operando mais. A Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), principal questionadora do Sade no seu lançamento, não quis se manifestar.
ENTREVISTA: Tenente-coronel João Ricardo Busi da Silva, diretor de Tecnologia e Sistemas de Informação da PM/SC:

"Está nos atendendo"
Por telefone, o diretor de tecnologia da PM disse que o Sade atende ao proposto, mas que receberá correções e dificilmente será estadualizado este ano.
Diário Catarinense - Como está funcionando o Sade?
João Ricardo Busi da Silva - É claro que todo sistema precisa receber a customização e estamos customizando algumas rotinas que foram revistas. Para aquilo que ele tinha a pretensão está nos atendendo. Mas ainda está recebendo as customizações adequadas para superar o que tem a fornecer.
DC - Que correções são essas?
Buzi - Por exemplo, quando você constrói um sistema e coloca em operação sempre tem uns ajustes, o que a gente chama de refinamento. Para isso você tem que programar o desenho e a programação.
DC - Além da Capital, quais são as outras regiões que ele está atendendo? Tem previsão para outras regiões?
Buzi - Por enquanto só a Capital. A previsão para o resto do Estado é início do ano que vem, mas este ano não temos previsão para expandir.
DC - Qual seria o motivo?
Buzi - Isso tudo você tem que fazer por etapas. A etapa de preparar a customização vence daqui a uns 30, 35 dias. E aí estamos preparando um cronograma. Porque vem aí a operação Veraneio e fazer mudança é complicado. Não se muda rotina nessa época porque o número de ocorrências pode aumentar e trazer alguns transtornos. O que está sendo implantado a nível de Estado é o Sisp (Sistema Integrado de Segurança Pública). Esse até o final de novembro essa atividade estará pronta.
DC - Existe um parecer técnico do Ciasc questionando um pouco a operacionalidade do Sade, falando que ele apresentaria uma situação crítica...
Buzi - Justamente, esses ajustes é que estão sendo tratados.
DC - Esse sistema custou quase R$ 4 milhões e ainda não está 100% na íntegra...
Buzi - Não, há um equívoco aí. Esse sistema não foi R$ 4 milhões. Ele saiu na sua totalidade R$ 550 mil no máximo. Quando ele foi adquirido estava num conjunto de outras tecnologias, geoprocessamento, sistema de câmeras.
DIÁRIO CATARINENSE

domingo, 15 de julho de 2012

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